📐 COMO CALCULAMOS
Fórmula pública, auditável e versionada
1. Atributos (0–100)
Cada atributo é o percentil do parlamentar dentro da própria casa — deputados só são comparados com deputados; senadores, com senadores.
Por que Fiscalização, Influência, Comando e Alinhamento não pontuam: Influência mediria popularidade, não trabalho — engajamento puro não compra Tier (rende o título "Blogueiro de Plenário"). Comando (comissões e presidências) é distribuído por tamanho de bancada e senioridade, não por mérito individual — pontuá-lo enviesaria a nota a favor de veteranos e partidos grandes, contra estreantes. Fiscalização fica de fora porque fiscalizar o Executivo é, na prática, fazer oposição a ele: na base atual, a oposição protocola em média 192 atos por deputado contra 20 da base do governo (extremos: NOVO 306, PT 3). Se pontuasse, o Poder estaria premiando posição política travestida de entrega legislativa — o ranking passaria a dizer "a oposição trabalha mais", que é uma afirmação política, não factual. Alinhamento fica de fora pelo mesmo motivo: votar com o Governo ou contra ele é posição política, não mérito nem demérito — pontuar isso faria o Poder recompensar um lado do espectro. Todos são exibidos porque informam — aparecem no card e nos títulos — mas ficam fora do Poder.
O que conta como Fiscalização: RIC (requerimento de informação a ministro), PFC (proposta de fiscalização e controle) e requerimentos de convocação de ministro de Estado, no Plenário ou na Comissão — allowlist explícita pelo rótulo oficial da proposição, nunca regex em texto livre. O tipo genérico "Requerimento" sozinho não entra: ele mistura fiscalização de verdade com voto de regozijo ou louvor (2.553 só em 2025), moção, sessão solene e requerimento de audiência pública. Contar o tipo inteiro transformaria voto de elogio em trabalho de fiscalização — por isso a allowlist exclui esses subtipos de propósito.
Nota sobre a Técnica: mede trabalho técnico sobre o texto alheio — relatorias designadas em proposições relevantes mais emendas de autoria (EMC = na comissão, EMP = de plenário, EMR = de relator). O Senado não expõe emendas por autor nos Dados Abertos, então lá o atributo conta só relatorias; o peso do atributo não muda por isso.
Nota sobre a Economia: o que se compara é o gasto mensal médio durante os meses em exercício, não o total da legislatura — comparar totais faria quem assumiu tarde (ou passou anos licenciado) parecer frugal só por ter estado menos tempo sentado, o mesmo princípio da taxa de comparecimento da Stamina. Ela premia usar pouco da cota, então quem quase não a aciona pontua alto — seja por frugalidade real, seja por baixa atividade. Isso é intencional e tem impacto limitado (peso 12%): quem falta e não trabalha já afunda na Stamina e no Ataque, que a Economia sozinha não resgata. A carta de cada parlamentar traz ainda a quebra da cota por categoria (para onde a verba foi: escritório, passagens, combustível, divulgação…) e o maior fornecedor — tudo informativo: descreve o gasto, mas não altera a nota (que é só o percentil do gasto mensal). Os valores são líquidos (estornos abatidos), somando o mesmo total da Economia.
2. Poder — a nota geral (0–100)
Poder = 0.28×Ataque + 0.20×Stamina + 0.24×Eficiência + 0.16×Técnica + 0.12×Economia − Karma
Produção legislativa real domina (68%). A Influência (Instagram) é informativa: aparece no card e nos títulos, mas não pontua no Poder — alcance social não é entrega legislativa, e contá-lo penalizava quem trabalha muito e tem pouca rede (enquanto quem nem tem Instagram ficava neutro). Engajamento puro segue sem virar Tier e ainda rende o título "Blogueiro de Plenário"; o oposto — entrega alta com alcance modesto — vira "Operário Silencioso". Quem não tem um atributo que pontua sai da conta e os pesos são renormalizados — ninguém é punido por falta de dado. Karma entra como penalidade de 0 a 25 pontos: 10 pts por processo com contas julgadas irregulares pelo TCU em decisão transitada em julgado (Cadirreg, cruzado por CPF — só a Câmara publica CPF; senadores ficam sem Karma).
3. Tiers e os gates do Rank S
Poder ≥ 88 não basta para o Tier S: exigimos Stamina ≥ 70, Eficiência ≥ 60, nenhum atributo que pontua no vermelho (qualquer um de Ataque, Stamina, Eficiência, Técnica ou Economia abaixo de 40 — o mesmo limiar que pinta a barra de vermelho na ficha), karma zerado e nenhum título negativo ativo. Não dá para ser lendário com um atributo crítico. Quem falha num gate é exibido como Tier A com o selo "S bloqueado por [motivo]".
Câmara e Senado usam a mesma fórmula: desde que a tramitação das matérias do Senado passou a ser lida, a casa tem os mesmos cinco atributos que pontuam e os mesmos pesos — o gate de Eficiência ≥ 60 vale para senador também. O que continua separado é o universo do percentil: deputado só é comparado com deputado, senador com senador. As duas casas trabalham em escalas diferentes (o Senado fez 413 votações nominais na legislatura; a Câmara, milhares), então misturá-las numa régua só seria comparar coisas distintas.
Mandato parcial fica fora do ranking: quem esteve em exercício efetivo por menos de 12 meses no período — cerca de um ano dos ~41 da legislatura — tem amostra pequena demais para comparar com justiça. Isso cobre tanto posse recente (suplente/efetivado empossado há pouco) quanto licença ou ministério prolongados (parlamentar afastado no Executivo quase o mandato todo). Some da Tier List, das guildas e dos rankings, mas continua no site — página própria, buscável, com selo "sem Tier". Critério 100% factual: soma dos períodos em exercício no histórico oficial da Câmara/Senado, robusto a licenças curtas — não confundir com gastar pouco ou faltar a votações.
Presidência da Casa também fica fora do ranking: quem preside a Câmara ou o Senado não vota (salvo desempate/secreto), nem autora ou relata como os demais — o cargo institucional suprime justamente a atividade que medimos (Stamina, Ataque, Técnica de uma vez). Comparar o presidente a um deputado de bancada seria injusto, então ele sai do ranking com selo "sem Tier", pela mesma lógica do ministro licenciado. Detectado nos órgãos oficiais (Mesa Diretora, cargo Presidente); quem presidiu antes nesta legislatura entra por registro público.
4. Títulos dinâmicos
Concedidos automaticamente por regras factuais sobre os dados. As regras exatas:
5. De onde vêm os dados
Dados reais, atualizados em 2026-07-18. Fontes: Dados Abertos da Câmara (autorias, votos nominais, normas geradas, relatorias, emendas, requerimentos de fiscalização, orientação das bancadas, cota CEAP, ficha civil, comissões) e do Senado (autorias, votações, relatorias, CEAPS, comissões); Instagram (contagem pública de seguidores dos perfis oficiais); TCU (Cadirreg — contas julgadas irregulares, para o Karma). Quem não tem um dado simplesmente fica sem o atributo, com os pesos renormalizados.