COMO CALCULAMOS

Fórmula pública, auditável e versionada

1. Atributos (0–100)

Cada atributo é o percentil do parlamentar dentro da própria casa — deputados só são comparados com deputados; senadores, com senadores.

Economia, Stamina e Técnica são as exceções, todas ancoradas na mediana da casa (= 50). Percentil mede colocação na fila e descarta a magnitude: em dinheiro, quem gastava o dobro da cota de um colega frugal caía só um punhado de pontos, porque quase toda a casa gasta perto do teto. Na presença o efeito era outro — a inclinação seguia a densidade local de colegas, e no Senado, onde a mediana comparece a 92% das votações, o mesmo 1 ponto percentual valia de 0 a 7,5 pontos conforme o senador caísse num aglomerado ou num vazio. Na Técnica o percentil saturava no topo: quem fazia o dobro do trabalho sobre texto de um colega já bem colocado ganhava 1 ponto. Ela usa escala logarítmica, onde cada dobro de trabalho vale o mesmo incremento em qualquer altura da escala. O Ataque segue percentil de propósito: em log, a magnitude do volume bruto voltaria a mandar, desfazendo o motivo de ele pesar menos que a Eficiência.

⚔️ AtaquePL, PLP, PEC e PDL de autoria apresentados · peso 24%
🛡️ Staminataxa de voto registrado nas votações nominais ocorridas no seu exercício (abstenção conta; presença sem voto não) — no Senado, incluídas as sabatinas de autoridades · peso 20%
🎯 Eficiênciamatérias que tocou (autoria + relatoria) e avançaram nesta legislatura, inclusive projeto da legislatura passada que ela fez andar — volume + aproveitamento, com bônus por lei (+5 cada, teto de +30; a norma só de homenagem ou data comemorativa não pontua) · peso 28%
📜 Técnicarelatorias e emendas — trabalho técnico sobre o texto · peso 16%
🪙 Economiafrugalidade no uso da cota parlamentar (CEAP/CEAPS) — gasto mensal médio durante o exercício · peso 12%
🔎 Fiscalizaçãorequerimentos de informação, convocações de ministro e PFC · informativo (não pontua no Poder)
📢 Influênciaprojeção pública — seguidores nas redes sociais · informativo (não pontua no Poder)
👑 Comandopeso institucional — comissões que integra, presidências que ocupa e liderança de bancada (vice-liderança é nomeada, mas não pontua) · informativo (não pontua no Poder)
🏛️ Alinhamentovotos coincidentes com a orientação da bancada do Governo · informativo (não pontua no Poder)

Por que Fiscalização, Influência, Comando e Alinhamento não pontuam: Influência mediria popularidade, não trabalho — engajamento puro não compra Tier (rende o título "Blogueiro de Plenário"). Comando (comissões, presidências e liderança de bancada) é distribuído por tamanho de bancada e senioridade, não por mérito individual — pontuá-lo enviesaria a nota a favor de veteranos e partidos grandes, contra estreantes. Dentro dele, só quem LIDERA soma (+3, uma vez, ainda que lidere o partido e o bloco que o contém): vice-liderança e representação de bancada são nomeadas na ficha mas valem 0, porque um terço da Câmara ocupa uma delas e peso que quase todos têm não distingue ninguém. E "representante" não vira "líder" aqui: bancada pequena demais para ter liderança indica um representante, e é esse o rótulo que a fonte usa. Fiscalização fica de fora porque fiscalizar o Executivo é, na prática, fazer oposição a ele: na base atual, a oposição protocola em média 192 atos por deputado contra 20 da base do governo (extremos: NOVO 306, PT 3). Se pontuasse, o Poder estaria premiando posição política travestida de entrega legislativa — o ranking passaria a dizer "a oposição trabalha mais", que é uma afirmação política, não factual. Alinhamento fica de fora pelo mesmo motivo: votar com o Governo ou contra ele é posição política, não mérito nem demérito — pontuar isso faria o Poder recompensar um lado do espectro. Todos são exibidos porque informam — aparecem no card e nos títulos — mas ficam fora do Poder.

O que conta como Fiscalização: RIC (requerimento de informação a ministro), PFC (proposta de fiscalização e controle) e requerimentos de convocação de ministro de Estado, no Plenário ou na Comissão — allowlist explícita pelo rótulo oficial da proposição, nunca regex em texto livre. O tipo genérico "Requerimento" sozinho não entra: ele mistura fiscalização de verdade com voto de regozijo ou louvor (2.553 só em 2025), moção, sessão solene e requerimento de audiência pública. Contar o tipo inteiro transformaria voto de elogio em trabalho de fiscalização — por isso a allowlist exclui esses subtipos de propósito.

O recorte de tempo: o que esta legislatura moveu. Um projeto apresentado na legislatura passada que virou lei agora é entrega desta — o marco legal dos jogos eletrônicos nasceu de um PL de 2021 e foi sancionado em 2024. Por isso a Eficiência conta também a matéria antiga cuja tramitação andou nesta legislatura, dos dois lados da conta: ela entra tanto no que o parlamentar tocou quanto no que avançou. A matéria antiga que ficou parada não entra em lado nenhum — esta legislatura não a moveu, e o cemitério de projetos arquivados há anos não deve pesar contra quem está no segundo mandato. Já o Ataque, as Prioridades e a Técnica seguem contando só o ato desta legislatura: apresentar, emendar e ser designado relator são atos com data, e quem apresentou em 2021 não recebe Ataque por isso hoje. A janela para na legislatura anterior (2019–2022).

Nota sobre a Técnica: mede trabalho técnico sobre o texto alheio — relatorias designadas em proposições relevantes mais emendas de autoria (EMC = na comissão, EMP = de plenário, EMR = de relator). O Senado não expõe emendas por autor nos Dados Abertos, então lá o atributo conta só relatorias; o peso do atributo não muda por isso. A relatoria é contada em qualquer ponto da tramitação, não só onde o parlamentar é o relator do momento: uma proposição passa por várias comissões, cada uma com o seu relator, e considerar apenas o último apagava o trabalho de quem relatou antes — desigualmente, porque quem relata cedo, na comissão de mérito, é justamente quem some.

Nota sobre a Economia: o que se compara é o gasto mensal médio durante os meses em exercício, não o total da legislatura — comparar totais faria quem assumiu tarde (ou passou anos licenciado) parecer frugal só por ter estado menos tempo sentado, o mesmo princípio da taxa de voto registrado da Stamina. Ela premia usar pouco da cota, então quem quase não a aciona pontua alto — seja por frugalidade real, seja por baixa atividade. Isso é intencional e tem impacto limitado (peso 12%): quem falta e não trabalha já afunda na Stamina e no Ataque, que a Economia sozinha não resgata. A carta de cada parlamentar traz ainda a quebra da cota por categoria (para onde a verba foi: escritório, passagens, combustível, divulgação…) e o maior fornecedor — tudo informativo: descreve o gasto, mas não altera a nota (que é só o gasto mensal médio). Os valores são líquidos (estornos abatidos), somando o mesmo total da Economia. O fornecedor é agregado pelo CNPJ, não pelo nome: a fonte grava a razão social em texto livre, e um mesmo CNPJ aparece com dezenas de grafias — somar por nome subestimaria a fatia. Nos Insights, o mesmo dado vira o ranking nacional de empresas que receberam da cota (só CNPJ: lançamento em CPF é pessoa física e não entra em ranking público). Quando o maior fornecedor de um parlamentar é pessoa física — em geral o locador do escritório ou um prestador de serviço do gabinete — publicamos o valor, o percentual e o que foi contratado, mas não o nome: a pessoa não é agente público, e o que a informação mede é a concentração do gasto, que o percentual já diz. O lançamento segue público na fonte oficial.

2. Poder — a nota geral (0–100)

Poder = 0.24×Ataque + 0.20×Stamina + 0.28×Eficiência + 0.16×Técnica + 0.12×Economia

Produção legislativa real domina (68%). A Influência (Instagram) é informativa: aparece no card e nos títulos, mas não pontua no Poder — alcance social não é entrega legislativa, e contá-lo penalizava quem trabalha muito e tem pouca rede (enquanto quem nem tem Instagram ficava neutro). Engajamento puro segue sem virar Tier e ainda rende o título "Blogueiro de Plenário"; o oposto — entrega alta com alcance modesto — vira "Operário Silencioso". Quem não tem um atributo que pontua sai da conta e os pesos são renormalizados — ninguém é punido por falta de dado. Nada além dos atributos entra na conta: o Poder não tem penalidade externa — mede o exercício do mandato, e só.

3. Tiers e os gates do Rank S

Tier SLendário
Tier AExcelente
Tier BConsistente
Tier CMediano
Tier DFraco
Tier FFigurante

Poder ≥ 85 não basta para o Tier S: exigimos Stamina ≥ 70, Eficiência ≥ 60, nenhum atributo que pontua no vermelho (qualquer um de Ataque, Stamina, Eficiência, Técnica ou Economia abaixo de 40 — o mesmo limiar que pinta a barra de vermelho na ficha), e nenhum título negativo ativo. Não dá para ser lendário com um atributo crítico. Quem falha num gate é exibido como Tier A com o selo "S bloqueado por [motivo]".

Câmara e Senado usam a mesma fórmula: desde que a tramitação das matérias do Senado passou a ser lida, a casa tem os mesmos cinco atributos que pontuam e os mesmos pesos — o gate de Eficiência ≥ 60 vale para senador também. O que continua separado é o universo do percentil: deputado só é comparado com deputado, senador com senador. As duas casas trabalham em escalas diferentes (o Senado fez 413 votações nominais na legislatura; a Câmara, milhares), então misturá-las numa régua só seria comparar coisas distintas.

A Stamina conta voto registrado, não presença. A distinção existe porque o Senado publica as duas coisas e a Câmara só uma: o dado da Câmara traz apenas o voto efetivo, enquanto o do Senado marca também quem estava no plenário e não votou (“Presente – Não registrou voto”, cerca de 15% dos registros, e 22% nas sabatinas). Se contássemos presença no Senado e voto na Câmara, a mesma palavra mediria coisas diferentes nas duas casas. Abstenção conta como voto — é posição formal, e a Stamina mede se o parlamentar participou, nunca como ele votou. Na ficha do senador as duas taxas aparecem lado a lado.

Quem está licenciado não aparece no site. A lista de parlamentares vem das fontes oficiais das duas casas, e ambas publicam apenas quem está em exercício — a Câmara em /deputados, o Senado na lista de parlamentares em exercício. Um deputado que assume um ministério, uma secretaria ou uma licença longa sai dessa lista, e quem passa a constar na cadeira é o suplente que tomou posse — é ele que você encontra aqui. Não é juízo nosso sobre o afastamento: é a cadeira sendo ocupada por outra pessoa no período que medimos. Se você procurou um parlamentar conhecido e não o achou, esse costuma ser o motivo; a ficha dele volta quando ele reassume e a fonte oficial volta a listá-lo. O ausente é nomeado onde ele faria falta: a página da guilda e a do estado listam quem está licenciado, com a data do afastamento. Só isso — nunca o motivo, porque nenhuma das duas casas o publica (a Câmara devolve o campo de status vazio até para quem assumiu ministério, e inventar o motivo contrariaria a regra de que todo rótulo aqui sai do dado). No Senado, a causa do afastamento é código oficial: só entram os de licença — falecimento, cassação e renúncia encerram o mandato e nunca aparecem como "licenciado".

Mandato parcial fica fora do ranking: quem esteve em exercício efetivo por menos de 12 meses no período — cerca de um ano dos ~41 da legislatura — tem amostra pequena demais para comparar com justiça. Isso cobre tanto posse recente (suplente/efetivado empossado há pouco) quanto licença ou ministério prolongados (parlamentar afastado no Executivo quase o mandato todo). Some da Tier List, das guildas e dos rankings, mas continua no site — página própria, buscável, com selo "sem Tier". Critério 100% factual: soma dos períodos em exercício no histórico oficial da Câmara/Senado, robusto a licenças curtas — não confundir com gastar pouco ou faltar a votações.

"Fora do ranking" vale em todo lugar, não só na Tier List: quem está sem Tier não recebe título, não entra na média da guilda, não pode ser escalado na Batalha, e a imagem de compartilhamento da ficha sai sem Tier e sem Poder — com a faixa do motivo no lugar. O Poder de quem mal esteve em exercício é baixo porque falta mandato medido, não porque o trabalho foi ruim; deixá-lo circular numa imagem, longe desta explicação, seria publicar a conclusão errada.

Presidência da Casa também fica fora do ranking: quem preside a Câmara ou o Senado não vota (salvo desempate/secreto), nem autora ou relata como os demais — o cargo institucional suprime justamente a atividade que medimos (Stamina, Ataque, Técnica de uma vez). Comparar o presidente a um deputado de bancada seria injusto, então ele sai do ranking com selo "sem Tier", pela mesma lógica do ministro licenciado. Detectado nos órgãos oficiais (Mesa Diretora, cargo Presidente); quem presidiu antes nesta legislatura entra por registro público.

4. Títulos dinâmicos

Concedidos automaticamente por regras factuais sobre os dados. Os selos críticos trazem, na carta do parlamentar, o número bruto que os disparou e a mediana da casa — o gate é percentílico, mas o rótulo fala em termos absolutos, então o dado tem que estar à vista. Discorda de um número? Peça correção. As regras exatas:

🔒 Guardião do CofreEconomia ≥ 85 (entre os 15% de menor gasto mensal de cota CEAP/CEAPS durante o exercício) com Poder ≥ 60 — entrega bem gastando pouco.
💸 Nobre GastadorEntre os 10% de maior gasto mensal de cota parlamentar (CEAP/CEAPS) durante o exercício COM entrega fraca (Eficiência < 40) — mesmo gate nas duas casas. Gasta muito, entrega pouco.
👻 Fantasma do PlenárioEntre os 10% com menor taxa de VOTO REGISTRADO nas votações nominais ocorridas durante o seu exercício (fonte: votações da Câmara/Senado). Conta o voto efetivo — inclusive abstenção, que é posição formal —, não a presença: no Senado, estar no plenário sem registrar voto ("Presente – Não registrou voto") não entra, e na Câmara o dado publicado já é só o voto efetivo. A ficha exibe as duas taxas.
📱 Blogueiro de PlenárioInfluência ≥ 85 (seguidores nas redes sociais) estando no QUARTIL INFERIOR da própria casa em algum eixo de entrega — Ataque < 25 ou Stamina < 25 (voto registrado) — E sem NENHUM título verde de entrega (Artilheiro, Relator-Mor, Legislador Efetivo, Relator que Entrega, Presença de Ferro, Guardião do Cofre): muita projeção, pouca entrega. O limiar é o quartil, não a mediana: estar na média da casa NÃO rotula ninguém. Quem tem prova factual de entrega não é rotulado Blogueiro.
⚔️ ArtilheiroAtaque ≥ 90 — entre os 10% que mais apresentam proposições relevantes (PL, PLP, PEC, PDL) na sua casa.
📜 Relator-MorTécnica ≥ 90 — entre os 10% mais designados relatores de proposições na sua casa.
🛡️ Presença de FerroStamina ≥ 95 — entre os 5% que mais registram voto nas votações nominais do seu mandato. O oposto do Fantasma do Plenário.
📖 Legislador EfetivoAutor principal de pelo menos uma proposição já TRANSFORMADA EM NORMA JURÍDICA nesta legislatura, sem contar as normas cujo único tema oficial é "Homenagens e Datas" (título de Capital Nacional, data comemorativa, Livro dos Heróis) — as mesmas que não pontuam na Eficiência. A norma que trata de homenagem E de outro tema conta. Vale nas duas casas: o desfecho da Câmara vem do CSV bulk de proposições; o do Senado, da situação da matéria no /processo.
📜 Relator que EntregaDesignado relator em 5+ proposições relevantes e METADE OU MAIS delas avançou na tramitação. Ser designado não é entregar: na legislatura, só 26,6% das relatorias avançam Vale nas duas casas — o Senado publica o desfecho da matéria no /processo.
🗄️ Relator de GavetaDesignado relator em 10+ proposições relevantes e NENHUMA delas avançou na tramitação Vale nas duas casas — o Senado publica o desfecho da matéria no /processo.
⭐ Ídolo das RedesInfluência ≥ 90 (seguidores) COM entrega real: Ataque ≥ 50 E Stamina ≥ 50 — projeção pública lastreada em trabalho e presença. O exato oposto do Blogueiro de Plenário (por construção, nunca coincidem).
🔧 Operário SilenciosoEntrega legislativa de ponta com projeção discreta: Ataque ≥ 80 E (Técnica ≥ 80 OU Eficiência ≥ 80) E Influência ≤ 50 — tem Instagram, mas alcance na metade inferior. Trabalha muito e aparece pouco: o exato oposto do Blogueiro de Plenário.
🐕 Cão de GuardaEstá entre os 10% que mais cobraram o Executivo (requerimentos de informação a ministro, convocações de ministro e PFC) e compareceu a pelo menos metade das votações.
🖋️ CarimbadorEstá entre os 15% de maior Técnica (relatorias + emendas) e no terço inferior de Ataque: trabalha muito mais sobre o texto dos outros do que propondo o próprio.
🏛️ Base do GovernoVotou com a orientação da bancada do Governo em 85% ou mais das votações em que o Governo orientou Sim ou Não. Informativo — não pontua no Poder.
🏛️ OposiçãoVotou com a orientação da bancada do Governo em 20% ou menos das votações em que o Governo orientou Sim ou Não. Informativo — não pontua no Poder.
🏛️ Voto AvulsoVotou com a orientação da bancada do Governo entre 40% e 60% das vezes — não acompanha consistentemente nem o Governo nem a oposição. Informativo — não pontua no Poder.
🌱 EstreanteEstá no 1º mandato na casa atual (Câmara: legislaturas exercidas; Senado: mandatos de 8 anos). Informativo — não afeta Poder nem Tier.
🎖️ VeteranoLonga trajetória na casa: 5+ mandatos na Câmara ou 3+ no Senado (24+ anos). Informativo — não afeta Poder nem Tier.
🗳️ Produção Concentrada em 2026Esteve em exercício o mandato inteiro (em plenário em jul/2024 e jul/2025, pela posse e histórico — exclui suplentes tardios e ministros/secretários licenciados) E concentrou 60%+ das proposições relevantes apresentadas em 2026, o ano de eleição. Informativo — não afeta Poder nem Tier.

5. Prioridades — “no que trabalha”

As duas casas publicam a classificação temática oficial de cada proposição: a Câmara com 32 temas em lista plana, o Senado com uma hierarquia de 10 macro-classes e 63 classes. Nós não classificamos nada — apenas traduzimos os dois vocabulários oficiais para os 20 rótulos comuns abaixo, para que uma guilda de bancada mista some uma coisa só. Esse mapa é decisão nossa, e por isso está publicado aqui e no repositório (scripts/lib/temas.mjs).

Universo — proposições de autoria principal (PL, PLP, PEC, PDL), o mesmo recorte do Ataque. Relatoria fica de fora de propósito: ela é designação da mesa ou da comissão, então entraria como “prioridade” uma pauta que não foi escolhida.
Contagem — uma proposição com 3 temas conta inteira nos 3. Cada linha é uma afirmação independente (“41 das 120 proposições tocam Saúde”) e, por isso, os percentuais não somam 100% — no Congresso, uma proposição trata de 2,3 temas em média. A alternativa (dar 1/3 a cada tema) somaria 100%, mas embutiria a suposição de que os três pesam igual, o que é ponderação nossa e não dado da fonte.
Assinatura da guilda — a distância, em pontos percentuais, entre a bancada e a média das duas casas. Existe porque o ranking absoluto por guilda é quase idêntico entre elas: todas refletem o que o Congresso inteiro legisla.
Não pontua — prioridade não entra no Poder, não muda o Tier e não gera título. Um selo “Deputado da Saúde” seria rótulo sobre pauta política, o mesmo motivo pelo qual a Fiscalização é informativa. E nenhuma cor julga o assunto: legislar sobre Defesa não é melhor nem pior que legislar sobre Saúde.
Vocabulário comumAdministração Pública · Agropecuária e Terra · Ciência, Tecnologia e Comunicações · Cidades e Habitação · Cultura, Esporte e Turismo · Direito Penal e Processo · Direito, Justiça e Consumidor · Direitos Humanos e Minorias · Economia, Indústria e Comércio · Educação · Estado, Política e Eleições · Finanças, Orçamento e Tributos · Homenagens e Datas · Infraestrutura, Energia e Transporte · Meio Ambiente e Clima · Previdência e Assistência · Relações Internacionais · Saúde · Segurança e Defesa · Trabalho e Emprego. Tema que a fonte publicar e este mapa ainda não conhecer aparece como “Outros temas” em vez de sumir da barra.

Onde houver um parágrafo escrito por IA, ele vem marcado como tal, com o modelo, a data e o link para o prompt no repositório. Esse texto é interpretativo e fica deliberadamente separado: os números ao lado são a classificação oficial, e o prompt proíbe a IA de citar qualquer quantidade que não esteja na tabela. Se os números mudarem, o texto some da página até ser refeito — análise velha nunca é exibida ao lado de dado novo.

6. “Virou lei” — o desfecho

O resto do site mede atividade: quanto se apresentou, quanto andou, sobre o quê, quanto se gastou. Esta seção mede desfecho — a proposição de autoria principal que foi transformada em norma jurídica. É o dado mais duro do site e o mais raro: a maioria dos parlamentares não tem nenhum.

Autoria principal — a assinatura que a fonte oficial registra como proponente. Uma lei tem muitas mãos (relatoria, emendas, articulação) e nós creditamos só essa, porque só ela é derivável do dado. Coautor de apoio não entra, e o autor principal não “fez a lei sozinho”.
Norma jurídica, não “lei” no sentido estrito — lei ordinária, lei complementar, emenda constitucional ou decreto legislativo. O tipo vai no nome de cada linha, então nada precisa ser deduzido.
Recorte — proposições numeradas nesta legislatura, o mesmo de todos os atributos. Um projeto de 2019 sancionado agora não aparece: a lista é o que a plataforma consegue medir no período, não o currículo completo de ninguém.
O número da lei — o Senado publica a norma gerada em campo estruturado; a Câmara não publica em campo nenhum (o campo que existiria para isso vem vazio), só na prosa do despacho de tramitação. Nós varremos as tramitações atrás dele e, quando não achamos, a linha sai sem o número da lei — omitido, nunca deduzido.
Não pontua duas vezes — a contagem já entra na Eficiência como bônus. Aqui ela é só exibida: não cria atributo, não muda o Tier e não gera título novo.
A norma puramente honorífica não entra no bônus — quando o único tema oficial da norma é “Homenagens e Datas”, ela não soma no volume nem no bônus por lei da Eficiência. É o tema de maior taxa de conversão do Congresso (3,6%, contra 0,5% da Saúde): premiá-la igual faria a Eficiência medir facilidade de tramitação em vez de entrega. O corte é estrito — norma que trata de homenagem e de outro tema (o “Dia Nacional” que também dispõe sobre segurança pública) continua pontuando, assim como a norma que a fonte deixou sem classificação. Ela continua contada e exibida nesta seção e no painel da ficha: o que muda é só o que pontua.
O agrupamento por tema é OFICIAL, não de IA — as normas são agrupadas pela mesma classificação temática das duas casas usada nas Prioridades (item 5), que cobre 100% delas. Pedir a um modelo que lesse as ementas e inventasse segmentos jogaria fora dado oficial auditável e daria agrupamentos diferentes a cada execução. Onde a IA entra é no parágrafo ao lado das barras, sempre marcado como tal.
Taxa de conversão — normas ÷ proposições apresentadas no mesmo tema. É o número que responde “o que o Congresso aprova de fato”, e é diferente do percentual de composição ao lado dele. Só é publicada acima de um piso de normas: com 2 leis num tema, “50% de aproveitamento” seria ruído apresentado como fato.
Homenagens e datas — títulos de “Capital Nacional”, dias e semanas nacionais, Livro dos Heróis da Pátria. Contamos e publicamos a proporção porque é o único recorte em que se avalia o conteúdo do que foi aprovado, não o volume. O rótulo é da fonte oficial; se isso é pouco ou demais para o tempo de plenário do Congresso é juízo de quem lê — a plataforma não adjetiva essas leis.
Na guilda é soma simples, não taxa: uma lei sancionada é um evento inteiro, não uma fração. Por isso o número de parlamentares da bancada vai na mesma frase — comparar bancadas de tamanhos diferentes é do leitor, com o denominador à vista.

7. Candidatura 2026 — o que o chip diz (e o que ele não diz)

O chip 🗳️ Concorre em 2026 nomeia o cargo para o qual o parlamentar registrou pedido de candidatura, segundo o arquivo público de candidaturas do TSE (Dados Abertos, licença CC-BY). É informação factual, como partido e UF: não pontua no Poder, não gera título e não interfere em Tier nem em gate — e não tem cor de status, porque concorrer não é mérito nem falta.

“Registrou”, não “foi deferida” — nessa fase o arquivo do TSE não publica o deferimento do registro. O que afirmamos é o pedido, com a data do arquivo ao lado. Uma candidatura pode ser indeferida depois.
O cargo é o que a fonte diz — quem disputa a reeleição aparece como reeleição; quem concorre ao Senado, a governo estadual ou à Presidência aparece com o cargo que pediu. Suplente de senador é rótulo próprio: não é o mesmo que concorrer ao Senado.
Como sabemos que é a mesma pessoa — na Câmara, pelo CPF (lido só para isso, em memória, nunca publicado; ver a Privacidade). No Senado, que não publica CPF, pelo nome civil completo, com UF e data de nascimento desempatando homônimo. Sem certeza, não há chip.
Ausência de chip NÃO significa que a pessoa não é candidata — significa que não encontramos correspondência: o registro pode não ter sido publicado ainda, ou o cruzamento pode ter falhado. Por isso o site nunca escreve “não se candidatou” sobre ninguém.
O chip vale até o pleito — passada a eleição, “concorre” deixa de ser verdade, e ele some de todas as telas. Resultado de eleição é outro dado, que esta página anunciará se um dia for publicado aqui.

8. De onde vêm os dados

Dados reais, atualizados em 2026-09-03. Fontes: Dados Abertos da Câmara (autorias, votos nominais, normas geradas, relatorias, emendas, requerimentos de fiscalização, orientação das bancadas, cota CEAP, ficha civil, comissões) e do Senado (autorias, votações, relatorias, CEAPS, comissões); Instagram (contagem pública de seguidores dos perfis oficiais). Quem não tem um dado simplesmente fica sem o atributo, com os pesos renormalizados.

9. Auditar por conta própria

Nada nesta página é uma promessa que só nós podemos verificar: o código é aberto, sob licença MIT, em github.com/vitordemboski/plenaria. O mesmo programa que baixa os dados oficiais é o que calcula os atributos, os tiers e os títulos — e os pesos exibidos aqui saem do mesmo arquivo usado no cálculo, não de um texto mantido à parte. Quem quiser conferir clona o repositório, roda a ingestão e compara.

Achou divergência? Escreva ou abra uma issue no repositório. Erro de dado é corrigido e o que dele deriva — título, tier, ranking — cai junto.